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19.1.10
blogger brasil, seu lixo, agora te abandono de vez. por um mundo virtual com mais espaço, cá estaray:
donzelice
letuce
9:49 PM
dizem até:
por enquanto, por aqui aussi
letuce
1:33 AM
dizem até:
18.1.10
quero escrever num servidor melhor. livejournal? blogspot? sugestões? aqui não rola mais não. blogger brasil é um lixo. esse blog tem 1 ano e meio de vida e o arquivo de imagens já está lotado. pífio.
letuce
12:26 PM
dizem até:
7.1.10
pedi constância, ela pediu coragem, o outro pediu equilíbrio. fizemos um feitiço sem avisar que faríamos.
letuce
5:28 PM
dizem até:
5.1.10
só eu ou mais alguém ficava acordada, no dia do aniversário, olhando para as pernas, esperando ver o crescimento?

letuce
10:16 AM
dizem até:
4.1.10
por mais que a redoma seja firme, e os amigos sejam inspirados e o amor seja presente, eu sou agoniada por natureza, nascida num verão, com gorduras corporais cheias de brotoejas. angústia, meu pai, angústia, essa gente toda morrendo soterrada. vida. vida. vida. vida. vida.
letuce
3:26 PM
dizem até:
27.12.09
deixa pra lá, a angra é dos reis
letuce
3:51 PM
dizem até:
15.12.09
"Felicidade quando me vê nem tem assunto."
Acho que é Zeca Pagodinho isso.
letuce
1:55 PM
dizem até:
10.12.09
da oficina do jefferson miranda, o que mais ficou foi:
"teve uma ideia? esquece! tenha outra ideia".
amando minhas segundas intenções.
letuce
5:22 PM
dizem até:
30.11.09
Amo chave. Não o molho. O que ela é, solitária. Acho incrível o mundo se dividir entre a vida dos outros e o fantástico mundo da minha casa, somente por conta de um objeto encaixar num espaço. Quantos espaços existem para tanta casa?
Picolé à tarde sempre cai bem.
Essa escolha de divisão me inebria, essa parte é mais alta, agora desce um pouco, uma serrinha, mais um vão e voilá: essa é a minha chave. Somente com ela, eu entro no meu espaço. O que pensa um chaveiro sobre o meio ambiente? O que faz um chaveiro sábado à noite? Eu nunca ouvi de ninguém após o clássico “o-que-você-faz-da-vida”: eu sou chaveiro.
Tenho paladar infantil e como batata frita muitas vezes na semana e me constranjo quando reparam.
Desconfio que uma chave brasileira, carioca para ser mais exata, talvez possa um dia abrir uma porta na Grécia. Vá lá. Quantos sistemas de portas existem? Chego a questionar minha inteligência. Vá lá. Quem me garante que num ataque de esquecimento da língua portuguesa e uso aleatório da minha língua para sons improvisados, quem me garante – eu pergunto de novo, que não estou falando alguma palavra em russo? Pois.
A poeta não se sustenta sozinha. É preciso originar. Me alimento da rua. Se não fosse motorista, já estaria autografando livros. Moro longe.
Perdi minha chave. É tão clássico, que sim, eu sei, só não perco a cabeça porque está no lugar. Sim, sim, claro. Que lugar é esse? Desconfio que o mal vai achá-la e entrar no meu espaço usando o meu segredo das chaves. Vai saber.
Picolé à noite também cai bem. Outro dia eu li que tem muita parafina. Lembrei de pranchas de surf e imaginei minha língua passeando por ali. Acho besteira. Picolé é infância, delícia pós colégio, aliviava a tensão mal concebida do dever de casa que me aguardava.
Há muito tempo eu sonhei com ele. O mar era dividido em seções. É impossível explicar isso, mas era exatamente isso. Uns compartimentos enormes, paredes e tetos, e no chão, água. O chão da vida era água. Eu não sei se estava rolando uma guerra, ou se a vida era aquilo mesmo, meio bruta. Eu perdia uma chave importante do meu arquivo. Não sei explicar além. E eu nadava até outro compartimento do mar, e ele estava sentado em cima de uma mesa que boiava. E eu avisava: "Perdi minha chave" e ele era o mais calmo daquela guerra, e me dizia muito tranqüilo: "Você não precisa de chave". Eu estranhava, mas acreditava. Voltava para a minha seção, encontrava pessoas no caminho, tudo era bem esquisito. E bruto. Às vezes o mar ficava muito agitado, mesmo ele estando "preso". Voltava pra minha área e abria meu arquivo sem chave. Começava a rir, pensando: "como ele sabe?". Quando eu abri a gaveta, saiu tanta água, tanta água. Tipo cachoeira.
Tantas vezes tantas. Tantras e tamanhas. Tardes de temporal.
letuce
6:56 PM
dizem até:
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