Um pai inglês, angustiado com filho que não comia bem, resolveu utilizar a criatividade (e aqui cabe dizer que o cara é design, mas tipo foda-se, todos nós somos) e decorar os pratos da criança. Já foi chamado pra fazer livro infantil, concorda que nem sempre há tempo para isso, mas que vale muito à pena ver o filho devorar tomate como nunca antes na vida. Achei um mimo.
Se for pra falar de tristeza, também sei. Mas tal como minha bagunça, vou só acumulando. Em gavetas cheias de poeira. Desculpa, mãe. Eu tinha agenda pra cada ano e reler me parece divertido quase sempre. Códigos, atas, relatos de quem foi e quem beijou quem – quase nunca eu. Reler me parece salvador. Mas hoje não rola. Quadrada.
hoje troquei a primeira fralda de cocô da vida. achei curioso. afinal, afinal.
estou extremamente chata e maternal, eu sei, mas nada, NADA se compara a um abraço com cheiro de mini ser de 1 ano de vida.
falta pouco pra tudo. o homem disse "o ano acabou" quando botou na minha receita médica: 1° de agosto.
mal sabe ele que pra mim tá começando. amanhã vou pra sãpa, meeeu, fazer show com o lucas no clube tapas. é só quarta o show. nunca cantay por lá, reflito se entenderão meu humor. é louco isso. eu escolher expor um troço que fiz no meu quarto, sabe? é meio sexual quase. porque todo mundo trepa no quarto e ninguém vê. a gente faz música no quarto e é pra todo mundo ver. ou melhor, ouvir. uns medinhso bestas, mas umas confirmações muito das espirituais (máoê) de que isso aí: sou uma cantadora, como diz lara, minha prima de 4 anos. no hotel até preenchi "cantora", mas foi mais pra me provocar alguma coisa, qualquer coisa. voltei do pilates com uma sensação incrível que meu corpo é além do sagrado. agora só respiro certo o que me deixa com cosquinha nasais. o sobrinho chega sexta que vem, e eu não sei mais dormir sem ter o último pensamendo da noite nele, vislumbrando o cheirinho, coisas do tipo. titia, quem diria. falta muito pra ter filho ainda. útero quica de tempos em tempos, mas a vida também quica mais forte. costumava não gostar de agosto, jogay fora no lixo meus padrões bizolos e até agora tô curtindo. e ainda vem lua cheia por aí. pode vir. vem com tudo.
Acho simpatia um barato. Não falo dos bonzinhos, prontos a qualquer coisa, qualquer merda. Dizendo ‘bonzinhos’, boazinha estou sendo eu. Puxa saco cai melhor. Ou pélas? Mas vou te dizer que quando a trocadora de unhas decoradas com pequenas ilhas (sim!) sorri dentões tortos, me oferece uma boa tarde, eu me agarro à ela, à tarde, aos dentões tortos e qualquer possibilidade de inícios de estresse – sou apenas início, nunca os escolho ao final, desaparecem como ratos embaixo de carros nas ruas desertas da madrugada. Me perdi, perdão. Estou com ratofobia. Mas ah, a simpatia da verdade me cativa demais, sou tão cafona, sorrio tanto com por favor, obrigada, volte sempre. Tia Márcia, rica e capixaba, diz que jamais saberei ter empregados. Sou mais minha mãe que tem empregada, e esta quando tem dor na costas, recebe reiki de mamãe. Sou curiosa pra saber o que ela pensa. Simpatia é amor, nada de quase. Nasce sendo.