um iê iê iê romântico








.myspace LETTUCE




· A
· Z



. caixa de correspondências
. joão brasil
. ac
.canadavis
.del namers
.brggguna beber
.jojô
.caco
.natércia catarina
.coccarelli
.drama diário
.rei arthur
.lipe lupo lipo lapa
. nonojoris
. bailarina de vermelho
. dri brenda
. jovem jhonas
. tiago
. mariabia
. aryana
. jô barata
. objetosim objetonão
. camilha
. urbe
. leloveimage
. ensimesmudo
. paqui
. TDUD
. katy






















30.10.09


dez de fevereiro desse ano, vai tempo:


física I

a existência está em deslizamento incessante.
minha garantia de diálogos com a natureza é que a ciência não produz verdades maiúsculas. ufa!

física II

uma oscilação não sai do lugar. beleza. besouros não podem voar. beleza. besouros voam, porque nadam. beleza?

física III

a natureza é estranha não por ser desconhecida,
justamente por ser conhecida, é que sua estranheza se revela.
tipo alguns conhecidos.

física auto ajuda: controlando condições iniciais, posso prever conseqüências. trema caiu?

física IV

não é tudo que evolui, mas sim TODO. todo evolui.
nós somos notáveis, embora insignificantes.

nada mais ativo do que o vazio. física auto ajuda. beijo.

física V

“para saber que estava ali, eu tirei dali”

físca VI

dentro de nós, reina a estranheza. as coisas não são feitas de coisas. o todo é simples. e plexo é dobra. em latim. aquele velho safado. com dobras é complexo.

física VII

o planeta é esgotado. o problema agora é durar. durar. durar. durar. durar.

lettuce 11:35 AM
dizem até:




27.10.09


7 de setembro

não dormi no avião. verdadeira insuportabilidade dos gigantes fadados à classe econômica. momento de delírio foi ficar vendo nuvens, oceano e estrelas e acreditar que uma estrela era um avião “nossa, vai passar aqui do lado, vou dar tchau”. na volta, valium. nunca tomei, mas assim não dá. acho que era marte, porque não só brilhava, como rolavam nebulosas em sua volta. também vi o sol nascer. violento. quase acordei o caslu. mas deu pena do baby.

8 de setembro

meu irmão nos pegou no aeroporto. os carrinhos que levam as malas ficam organizados, que vergonha. meu irmão e a mulher moram longe do centro, bexley. bosques, bosques e hortas para alugar. vez ou outra acho que vejo uma criança dirigindo ou um carro fantasma. meu sobrinho sorriu pra mim e veio no colinho, reconheceu. hoje foi o dia mais quente do ano. minha cara isso, vir pra Londres esperando fog e derreter ao invés. tocamos violão no quintal, meu irmão cozinhou alguma coisa boa. dormimos numa cama de ar. ainda não caiu a ficha.

9 do 9 de 2009

disse ciao para o sobrinho e meu irmão nos levou para o casa onde vamos ficar em hornsey, mais perto do centro. a cidade inteira parece estar em obras. casa gracinha, vejo logo hugh grant e julia roberts. acho que vou ser feliz nesse mês aqui. meu irmão foi explicar o metrô, fomos para oxford street. babylon burns. outra parada. presente da história. mulheres muito maquiadas, mas a maioria com roupas curiosas. achei meias calças coloridas tamanho 40, 41, 42, me senti agradecida. me reconheci. comemos vegan food no restaurante onde meu irmão trabalhou (ninguém era inglês). fomos no guanabara para ver onde vamos tocar. clima divertido. cerveja cara, não vou poder converter, se não a cabeça vai atrapalhar a viagem. voltamos pra casa, lucas cozinhou frango. só sei fazer arroz. nosso roomate gente boa, humorzinho inglês do timming, i like it. o dono da casa ainda não chegou. estamos numa suíte.

september. 10th (não sei se é assim)

dia divertido. metrô sozinhos. uau. medo e delírio. e claustrofobia também, troço pequeno. todos muito solícitos, dando merda, vai ser OK. fui num brechó insano: blackout. vestidos divididos por décadas nas araras. morri numa grana já. o apreço pela beleza é constante aqui. o rio de janeiro por ser muito bonito itself acaba esquecendo. encontramos joão brasil e silvinha, vão morar aqui 2 anos. o prédio deles parecia uma galeria de arte. passeamos no fim da tarde até um parque cheio de corvos. fizemos pic-nic de vinho. MUITO barato e bom. casinha de volta. metrô + trem (duas estações só, mas rola). acho que fiz uma música. envolve loteria.


11 de setembro (uhh)

não anotei o que fiz. tem uma poesia no caderno:

dá pra parar por um tempo
adiar os filhos com teu nariz
esperar outra casa, outro hall
dar uma volta cabe muito
tão certo voltar aqui
rezo, prenda, roubo
promessa, cheque, cartão
dá pra acertar por um tempo
dá pra torcer por um tempo bom


lettuce 2:24 AM
dizem até:




25.10.09




lettuce 4:56 PM
dizem até:




21.10.09


o arbusto que virou repolho
(esse post é pra você, minha stalker favorita)




Em 2007, tive a honra de ser bakcing vocal do meu amigo querido João Brasil. João é um amor de ser humano, me ensinou sem querer, sobre espontaneidade na hora de compor. Tornou explícito o que eu ainda escondia, tola, com vergonha: o corpo do artista deve ir à rua. Com tapa ou com beijo, é pra mostrar. Tardes, manhãs e madrugadas no querido estúdio Lontra, delirando, ensaiando, estar perto dele era aprender alguma coisa. Piada, sustenido, rima, causo. Em agosto de 2007, Maria Flor, amiga do João, uma fofa e excelente atriz, nos chamou para se apresentar no quadro “Pistolão”, onde um artista da globo chamava um artista (músico, ator, mágico etc) em início de carreira. Era sábado, éramos felizes, SABÍAMOS, e sendo João um autor singular, Pcatran e eu nos vestimos de serviçais para ali prestarmos honras ao nosso chefe. Eu me vesti de empregada, Pcatran de cozinheiro. João, com seu roupão de oncinha que marcou uma época. O Rio, sempre carente do novo, sente saudades.
Existe uma mulher, vamos chamá-la de “rainha da poesia mofada”, que alega que minha vida é um big brother (e ela é a minha assinante mais pontual, rá) e que teve vergonha (afinal leva vida acadêmica com afinco = não faz sexo, não sabe se divertir) de me ver vestida de empregada no domingão, na tv.
Fomos tão desobedientes, que óbvio, perdemos, ficamos em 3° lugar, o público não entendeu, e esse tipo de público (sou uma arista, sei diferenciar público) precisa entender. Voltamos de avião, felizes, por termos causado estranhamento – nosso desejo inicial. A rainha da poesia mofada comenta que minha vida é muito expositiva, ela deve dizer isso pois ela própria não tem vida. Imagino a Mofo (vamos chamá-la, assim? eu curto do facebook) histérica (sim) em sua casa, sem nada para fazer, entupindo a cabeça com narrativas de outros, já mortos, outros vivos, mas incapaz, INCAPAZ de adentrar o mundo subjetivo, árduo, lúdico, presente e vivo da arte. Como seu próprio apelido diz, a Mofo é um repolho estragado que jurava ser arbusto. Jurava. Ao perceber a podridão própria (ela é burra, mas ainda não é cega), ao invés de ter coragem de seguir caminho inédito em sua vida, por isso tão tesudo e cheio de possibilidades, não. A mofo prefere ficar por perto, tal qual fantasma, bisbilhotando, deixando rastros que víboras deixam. Não sei como se dedica tanto a mim. Isso é amor, talvez. E acho que a amo na fraqueza, pois ganho força ao sentir o bolor que vem de sua poesia. A Mofo vive no passado, se choca em pensar que ex-amigos e amores não cumprem frases proclamadas há 5 anos. Choca-se, atrasada, enquanto cometas já rasgam o céu de quem espera por eles. Sei que sou curiosa e que tenho o poder de estabelecer laço comprido se lanço isca boa aos ávidos por força. Eu sou uma pessoa muito, MUITO corajosa. A Mofo já quis me conhecer, já disse que eu era mais alta, mais bonita, mais gostosa e mais não sei o quê do que ela. Me louvou. Depois deu pra trás, pois percebeu que o terreno, antes movediço, já nem existia. Submersa, arriscou o ódio, pois a mofo não consegue, não consegue fenixar sua vida – meu desejo primário, pois fui bem educada e gente lazarenta, triste, com merda presa na barriga e na cachola, eu passo longe. Desejo a Mofo que ponha a inveja no varal, que passe batom na cara,no espelho, que brinque de achar pintas novas no corpo. Agradeço com todas as fibras do meu corpo a passagem do João na minha vida, meu broto de artista ganhou corpo ali.
Mofo, vem me ver num palco, a perseguição internética não chega nem aos pés dos meus quase 2 metros, da minha voz grave, dos meus ombros acordados, da minha sobrancelha sagaz, ao vivo. Vem morder a língua. Se optar por não, vai. Mas vai mesmo. Saber morrer é também uma dádiva, se você não se mantém viva, aprenda essa outra arte.

"Dizem que é a última canção, mas eles não nos conhecem, só será a última canção se deixarmos que seja."
Dançando no Escuro - Lars Von Trier


lettuce 5:37 PM
dizem até:




19.10.09


o cd está quase pronto. editando músicas, editando artes. cd feito com calma. tipo pão de padaria antigamente. com amor e com carinho. porque só assim chega nos outros. é ou não é?




lettuce 5:09 PM
dizem até:




16.10.09


"um dia encontrei felisdônio comendo papel nas ruas de corumbá.
me disse que as coisas que não existem são mais
bonitas."

manoel de barros

lettuce 3:55 PM
dizem até:




13.10.09


essa sempre foi complicada:





lettuce 10:55 AM
dizem até:




11.10.09


fazendo uma coisa que não fazia há anos, ouvindo a mesma música sem parar. stoplay direto. charlotte gainsbourg, everything i cannot see. quero cantar.

lettuce 11:48 AM
dizem até:







agora vai ser difícil.

lettuce 11:46 AM
dizem até: